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Após disparada do petróleo, países europeus e Japão falam em ajudar a liberar Estreito de Ormuz

hooulra
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CRISE NO GOLFO: EUROPA E JAPÃO SE OFERECEM PARA GARANTIR PASSE SEGURO NO ESTREITO DE ORMUZ

A instabilidade no Golfo Pérsico ganha novos contornos com a oferta de cooperação por parte de importantes potências europeias e do Japão para garantir a livre circulação no Estreito de Ormuz. A decisão surge em resposta à escalada de tensões na região, marcada por ataques a infraestruturas petrolíferas e pelo incêndio em um campo de gás no Irã após um incidente envolvendo Israel.

Uma Via Marítima Estratégica em Risco

O Estreito de Ormuz, ponto nevrálgico por onde escoa cerca de 20% do petróleo mundial, tem sido palco de crescentes preocupações. O Irã, posicionado em uma das margens do estreito, tem sido acusado de fechar a passagem e de realizar ataques a navios que por ali trafegam. Essa dinâmica tem provocado uma disparada nos preços do petróleo, afetando diretamente o mercado global de energia e gerando apreensão em economias dependentes do insumo.

Pressão Americana e Respostas Relutantes

A declaração conjunta de Reino Unido, França, Alemanha, Itália, Holanda e Japão surge após um pedido do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para o envio de navios militares com o objetivo de escoltar embarcações comerciais na região. Inicialmente, alguns desses países europeus haviam rejeitado a solicitação, com o ministro da Defesa da Alemanha chegando a afirmar que a questão “não era a sua guerra”. Contudo, o comunicado divulgado nesta quinta-feira sinaliza uma mudança de postura, com as nações expressando “prontidão em contribuir com os esforços apropriados para garantir a passagem segura pelo Estreito”.

Os países também anunciaram medidas para estabilizar os mercados de energia, elogiando a liberação de reservas estratégicas de petróleo pelos Estados Unidos e indicando a intenção de trabalhar com países produtores para aumentar a oferta. A iniciativa, embora não detalhe a natureza exata da ajuda no Estreito de Ormuz, representa um aceno à diplomacia internacional em um momento de alta tensão e incerteza energética. O cenário permanece delicado, com o mundo atento aos desdobramentos e ao impacto na economia global.


📰 Source: Globo Economia