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Dólar abre em alta com escalada de ataques no Oriente Médio e disparada do petróleo; Ibovespa recua

hooulra
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Escalada no Oriente Médio impulsiona dólar e derruba bolsa; petróleo dispara

O temor de uma guerra mais ampla no Oriente Médio ganhou força nesta quinta-feira (19), desencadeando uma onda de aversão ao risco nos mercados globais. O dólar americano operou em alta ante o real, fechando o dia cotado a R$ 5,2673, um avanço de 0,41%. No mesmo horário, a bolsa brasileira, o Ibovespa, sentiu o baque, recuando 0,45% e terminando o pregão aos 178.828 pontos. O cenário é de cautela elevada, com investidores buscando refúgio em ativos considerados mais seguros, como a moeda americana.

A Guerra que Atinge o Bolso

A mais recente escalada de tensões teve início com o anúncio do Irã de uma nova fase da guerra, mirando diretamente estruturas de energia ligadas aos Estados Unidos. Essa retaliação surge como resposta a um ataque israelense ao maior campo de gás natural do mundo, em território iraniano. O resultado foi imediato e drástico: os preços do petróleo dispararam, com o barril Brent superando os US$ 115, o maior patamar em mais de uma semana. Na Europa, o gás natural também sentiu o impacto, registrando altas expressivas, chegando a avançar 35% em determinado momento.

Juros e a Busca por Estabilidade

Em meio a esse turbilhão geopolítico, o cenário econômico interno apresenta suas próprias complexidades. O governo brasileiro, em ano eleitoral, busca alternativas para conter a alta do diesel, diretamente influenciada pela valorização do petróleo. Uma das propostas em discussão é a zeragem do ICMS sobre a importação do combustível até o final de maio, com a União buscando compensar parte das perdas dos estados. No front dos juros, o Banco Central brasileiro recentemente reduziu a taxa Selic em 0,25 ponto, para 14,75% ao ano, marcando o primeiro corte desde maio de 2024. No entanto, o comunicado do BC sinalizou cautela, não indicando novos cortes devido às incertezas globais, especialmente a guerra no Oriente Médio e seus reflexos na inflação. Paralelamente, nos Estados Unidos, o Federal Reserve manteve suas taxas de juros inalteradas, entre 3,50% e 3,75% ao ano, com projeções de um possível corte ainda este ano, mas alertando para possíveis mudanças de rota diante da instabilidade externa.

A conjuntura atual, com tensões geopolíticas elevadas e decisões de juros em compasso de espera, molda o comportamento dos mercados. A busca por segurança, a volatilidade nos preços de commodities e a incerteza sobre o futuro das taxas de juros globais definem o tom para as próximas semanas, impactando diretamente o bolso do consumidor e a saúde financeira das empresas.


📰 Source: Globo Economia